História do Contrabaixo


Por volta do ano de 1200, o nome Gige era usado para denominar tanto a rabeca (instrumento de origem árabe), como o Guitar- Fiddle (espécie de violão com formato parecido com o violino), na Alemanha naquela época todos os instrumentos tocados com arcos eram chamados pelo nome Gige [...]. Aproximadamente em 1450, começou-se a usar o registro de baixo, que até então não era considerado. Com essa nova tendência para os graves, os músicos precisavam de instrumentos especiais, capazes de reproduzir ou fazer soar as partes graves. A solução encontrada pelos construtores da época, foi simplesmente reconstruir os instrumentos existentes, só que em escala maior, aumentando-lhe o tamanho, mas sem trocar a forma ou modo de construção desses novos instrumentos (PESCARA, 2005, p. 17). De lá para cá o contrabaixo acústico assumiria um papel fundamental tanto nas formações orquestrais, como em grupos de jazz e música latina.


Por volta da década de 1950, surgiria um instrumento que revolucionaria o mundo dos graves. Através da popularização do contrabaixo, surge com Léo Fender 23 (1909-1991), um novo olhar para este instrumento, Fender “observou que o contrabaixo acústico apresentava alguns inconvenientes para pequenas formações musicais, como seu tamanho e sua baixa sonoridade” (PESCARA, 2005, p. 18).



Surgiria então em 1951 o Precision Bass, que na concepção de Leo Fender garantiria uma maior precisão na sua execução e a resolução de muitos inconvenientes enfrentados pelos instrumentistas populares.

Em pouco tempo o contrabaixo elétrico já era uma realidade no mundo da música, por sua diversificada gama de atuação. Suas principais semelhanças com relação ao contrabaixo acústico estariam na extensão e na afinação das cordas, constituindo instrumentos distintos nas demais características, como no número de cordas e nas técnicas empregadas. De lá para cá, o contrabaixo elétrico vem adquirindo personalidade e características cada vez mais próprias e marcantes (PESCARA, 2005). Para o mundo dos graves 24, um nome em específico a representar este instrumento é: John Francis Pastorius III (1951-1987) popularmente conhecido como Jaco Pastorius. Propôs ele uma nova ótica a respeito de como tocar este instrumento, que até então tinha muita influência da técnica do contrabaixo acústico. Com Jaco, surgiria uma linguagem própria neste instrumento, que seria seguida posteriormente por baixistas de várias partes do mundo, “mesmo após sua morte, a poderosa sonoridade de Jaco Pastorius se faz presente na mente e nos corações de muitos baixistas ao redor do mundo” (WOOD, 2002, p. 24).

O contrabaixo nos dias atuais é um instrumento fundamental para todo e qualquer tipo de formação musical, seus recursos estão ampliados e sua aplicabilidade vai desde o acompanhamento, improvisador e solista.






Fonte: CARRARO, Gadiego. Música e Educação/O Contrabaixo e a Bossa: uma perspectiva histórica e prática. Passo Fundo: Projeto Passo Fundo, 2011.



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